Mundo
Número de mortos no Irão será já superior a três mil
Pelo menos 3428 manifestantes foram mortos no Irão desde o início dos protestos, segundo os últimos dados da ONG Iran Human Rights (IHR), que também reportou mais de dez mil detenções.
O aumento acentuado em comparação com o número divulgado anteriormente deve-se a "novas informações recebidas de fontes dentro dos Ministérios da Saúde e da Educação iranianos", explicou a organização sediada na Noruega.
"Este número é um mínimo absoluto", alertou a IHR, acrescentando que recebeu "novos relatos e testemunhos que mostram ainda mais a dimensão da violência". Os atuais protestos aumentaram a tensão com os Estados Unidos, com o presidente Donald Trump a ameaçar atacar o Irão para defender os manifestantes.
Esta quarta-feira, alguns soldados da maior base militar dos Estados Unidos no Médio Oriente receberam ordens para deixar o local.
As autoridades cataris confirmaram estas medidas, indicando que “estão a ser tomadas em resposta às atuais tensões regionais”.
O ministro iraniano da Defesa, Aziz Nafizardeh, já avisou que Teerão atacará as bases norte-americanas na região caso os EUA lancem uma ofensiva contra a nação persa.
"Todas as bases americanas e as bases militares de outros países da região que auxiliem os EUA em ataques contra o território iraniano serão consideradas alvos legítimos", afirmou o governante.
Irão pronto para responder "decisivamente"
O chefe da Guarda Revolucionária do Irão também avisou que o país está pronto para responder "decisivamente" a qualquer ataque dos EUA ou de Israel, acusando estes países de estarem por detrás dos protestos.
"Este número é um mínimo absoluto", alertou a IHR, acrescentando que recebeu "novos relatos e testemunhos que mostram ainda mais a dimensão da violência". Os atuais protestos aumentaram a tensão com os Estados Unidos, com o presidente Donald Trump a ameaçar atacar o Irão para defender os manifestantes.
Esta quarta-feira, alguns soldados da maior base militar dos Estados Unidos no Médio Oriente receberam ordens para deixar o local.
As autoridades cataris confirmaram estas medidas, indicando que “estão a ser tomadas em resposta às atuais tensões regionais”.
O ministro iraniano da Defesa, Aziz Nafizardeh, já avisou que Teerão atacará as bases norte-americanas na região caso os EUA lancem uma ofensiva contra a nação persa.
"Todas as bases americanas e as bases militares de outros países da região que auxiliem os EUA em ataques contra o território iraniano serão consideradas alvos legítimos", afirmou o governante.
Irão pronto para responder "decisivamente"
O chefe da Guarda Revolucionária do Irão também avisou que o país está pronto para responder "decisivamente" a qualquer ataque dos EUA ou de Israel, acusando estes países de estarem por detrás dos protestos.
Num comunicado citado pela televisão estatal, Mohammad Pakpour acusou ainda o presidente norte-americano e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de serem "assassinos da juventude iraniana".
O Irão está a viver uma vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação. Entretanto, os protestos passaram a ser também contra o regime, alastrando-se a mais de 100 cidades.
O número divulgado pela ONG supera em muito o número de mortos de qualquer outra onda de protestos ou distúrbios no Irão em décadas e faz lembrar o caos que envolveu a Revolução Islâmica de 1979 no país.
O número divulgado pela ONG supera em muito o número de mortos de qualquer outra onda de protestos ou distúrbios no Irão em décadas e faz lembrar o caos que envolveu a Revolução Islâmica de 1979 no país.